PRISMA
A MULHER AOS 40
- “Eu não gosto mais do que vejo no espelho!... Estou ficando chateada porque eu não era assim”.

A mulher inicia uma briga consigo mesma. Ela vê os sinais dos quarenta anos vividos e não aceita. Pelo menos, não de cara. Nesse momento, a percepção de que o tempo passou a arrebata e uma súbita consciência de que de fato não somos eternos a invade e leva a reflexão. Quarenta é a metade de oitenta. Como interpretar essa matemática tão óbvia?

Eu defino essa idade como “minha segunda vida”. A partir daqui há uma janela aberta para outra vida com experiência, com estabilidade emocional e com objetivos claros a serem cumpridos. Imagine-se nascer com tudo o quê você tem e é hoje e ter pelo menos mais 40 anos com saúde física e mental. É tempo suficiente para realizar o quê faltou até agora, mas é preciso sabedoria naquele olhar que foi lançado á velha e simples matemática.

Á partir dos quarenta anos a mulher tem vivência, algumas já são avós, mas a maioria está criando seus filhos, alguns ainda bem pequenos. É ativa, faz muitas coisas ao mesmo tempo, trabalha muito em casa e/ou fora dela e adora ser bem tratada, elogiada, reconhecida e (companheiros, não se enganem com essa fortaleza) abraçadas.

Mas em meu consultório o desabafo é quase unânime e eu as compreendo.

Algumas já se cuidam desde os trinta, outras estão ansiosas para começar. E há tempo para isso. Os tratamentos devem atendê-las de maneira muito personalizada, pois dependem de como a pele está e do quê as incomoda.

Ás vezes, as pacientes adiam a consulta ao dermatologista porque temem os custos desses tratamentos, pois nessa fase as intervenções (peelings, lasers, toxina botulínica e preenchimentos) são mais comumente indicadas. No entanto, esse receio pode atrasar de maneira significativa o processo de prevenção ou recuperação da sua pele. Uma conversa franca com seu médico deve abordar o aspecto econômico para que o tratamento seja viável, levando em consideração não só os gastos envolvidos, como também a praticidade na rotina proposta, tornando esses cuidados uma fonte de prazer, muito mais do que dever. O importante é se cuidar, fazendo o quê está ao seu alcance com empenho e alegria, buscando viver bem.

A maneira como conduzirá os seus cuidados pessoais (alimentação, atividade física, rotina médica e cuidados com sua pele) definirá sempre a qualidade de vida. E até nas situações difíceis que nos são impostas temos que estar firmes e saudáveis para podermos ajudar ou superar se preciso. Todos os caminhos nos levam para frente e não podemos esquecer que uma terceira vida nos aguarda e ela não é lucro, é contemplação. Colheremos os frutos que cultivarmos. Por isso, um bom trabalho tem que ser feito dia a dia com alegria e convicção. E sempre, mas sempre, com gratidão.

Grande abraço,

Dra Marcia Mayko